O pós-parto é um período de grandes mudanças no corpo da mulher. Após a gestação e o parto, é comum surgirem dores musculares, alterações no assoalho pélvico, sensação de fraqueza abdominal e dificuldades para retomar a funcionalidade do dia a dia. Dentro da fisioterapia, a eletroterapia pode ser uma importante aliada nesse processo de recuperação — quando bem indicada e aplicada de forma individualizada.

O que é a eletroterapia?
A eletroterapia utiliza correntes elétricas terapêuticas para estimular nervos e músculos, com objetivos específicos como alívio da dor, melhora da ativação muscular e reeducação neuromuscular. É um recurso amplamente utilizado na fisioterapia e pode ser aplicado também no cuidado com mulheres no pós-parto.
Benefícios da eletroterapia no pós-parto
Quando utilizada de forma adequada, a eletroterapia pode contribuir para:
- Alívio de dores lombares e pélvicas, comuns após a gestação
- Redução de desconfortos musculares relacionados às adaptações do corpo
- Auxílio na reeducação do assoalho pélvico, especialmente em casos de dificuldade de contração ou perda urinária
- Melhora da percepção corporal, facilitando a ativação correta da musculatura
- Relaxamento muscular, quando há tensão excessiva ou dor miofascial
É importante destacar que a eletroterapia não atua de forma isolada, mas como um recurso complementar dentro de um plano fisioterapêutico bem estruturado.
Eletroterapia e assoalho pélvico
No pós-parto, o assoalho pélvico pode apresentar fraqueza, diminuição do tônus ou dificuldade de coordenação. Em alguns casos, a eletroestimulação é utilizada para facilitar a ativação muscular, principalmente quando a mulher ainda não consegue realizar a contração de forma eficiente de maneira voluntária.
Com o avanço da reabilitação, o foco passa a ser a associação com exercícios ativos, treino funcional e consciência corporal, sempre respeitando o tempo de cada mulher.
Quando a eletroterapia não é indicada?
Apesar dos benefícios, nem todas as fases do pós-parto permitem o uso imediato da eletroterapia. Algumas situações exigem cautela ou contraindicam o recurso, como:
- Pós-parto imediato sem liberação profissional
- Presença de feridas, infecção ou cicatrização recente
- Dor intensa sem diagnóstico
- Uso inadequado sem avaliação fisioterapêutica
Por isso, a avaliação individual é indispensável antes de qualquer aplicação.
Um recurso que potencializa o tratamento
A eletroterapia não substitui o exercício terapêutico, mas pode potencializar os resultados quando usada de forma correta, com objetivos claros e parâmetros bem ajustados. No pós-parto, ela pode ser uma grande aliada para acelerar o conforto, melhorar a função muscular e contribuir para uma recuperação mais segura e consciente.
Se você está no pós-parto e percebe dores, desconfortos ou alterações no assoalho pélvico, uma avaliação fisioterapêutica individualizada pode fazer toda a diferença. Entre em contato para agendar sua avaliação e receber um acompanhamento adequado, respeitando o seu corpo e o seu tempo de recuperação.